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Jorge Fortunato
Carioca, apaixonado pelo Rio de Janeiro, apreciador das artes, das viagens e das pessoas que têm algo a dizer.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ensaio da Cubango em Niterói

Convocado pela presidente da ala dos Universitários, Neuza Moysés, atravessei a Baía de Guanabara e cheguei à terra de Araribóia para o último ensaio técnico da Cubango. Quem me acompanhou na empreitada foi Cristina Brasil que vai desfilar na verde e branco de Niterói pela primeira vez. Chegamos por volta das 19 h e a Av. Amaral Peixoto, no Centro da cidade, já estava lotada. Já estamos com a coreografia ensaiada e evoluímos bonito na avenida, só falta mesmo decorar o samba. Para facilitar nosso estudo, Neuza nos presenteou com CDs e, daqui para frente, nossas vitrolas só tocarão Cubango.

(Neuza Moysés, Cristina Brasil e Jorge - esquentando os tamborins no último ensaio técnico da Cubango)

O enredo deste ano é sobre a loucura e quem comanda o hospício da Cubango é o carnavalesco Milton Cunha.

Componentes da Cubango evoluem na Av. Amaral Peixoto

"Tá lotado de maluco ...fechou!"

Uma mulata que vai enlouquecer a Sapucaí!

A Cubango desfila no Sambódromo do Rio no próximo Sábado, dia 13 de fevereiro e eu conto com a torcida de vocês! A Cubango promete: a bateria está um show e as fantasias são luxo só!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Foto com 18 mil homens

Ontem a Ellinha me enviou um e-mail bem curioso: uma foto que foi tirada em 1918 num acampamento de treinamento de guerra em Camp Dodge, Iowa, USA. Reuniram 18.000 homens, enfileirados, e formaram o desenho da Estátua da Liberdade. Alguém encontrou a foto, jogou na rede e, certamente, meio mundo já deve ter visto. A primeira guerra mundial já devia estar quase no fim e com tempo sobrando, os militares resolveram fazer essa foto. É o que me veio à cabeça quando vi a foto. Verdade ou não, a imagem é interessante. Será que todos esses soldados foram à guerra? Isso precisaria de uma pesquisa, mas não tenho tempo para tanto...rs
Se não fosse a referência à guerra e, principalmente, à data, pensaria ser um trabalho do Vik Muniz. Enfim, coisas desse mundo virtual.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Avatar

Quem me conhece sabe que não sou fã dos blockbusters americanos. Aliás, já faz algum tempo que deixei de lado as produções que chegam de Hollywood. Porém, não tive como resistir ao "arrasa quarteirão" da temporada: Avatar. Não sei exatamente o quê me levou a assistir ao novo filme de James Cameron. Talvez a curiosidade de ver um filme em 3D. Deve ter sido isso. Depois de diversas tentativas para comprar o ingresso - as sessões andam lotadas - consegui um dos últimos lugares numa noite de quarta-feira, em um cinema de Botafogo. Notei que o público estava eufórico e havia um clima meio adolescente no ar, embora a plateia fosse majoritariamente adulta. Os óculos distribuídos causavam um frisson entre as pessoas. Na fileira onde estava sentado, observei um casal fazendo poses e fotografando o seu "début" na era 3D. Coisas da vida.

As luzes se apagam e começam os trailers: todos em 3D, uma espécie de preparação para o que iríamos assistir. Enfim, começa o filme e a minha única preocupação é com a parte técnica, estava louco para ver os efeitos, as imagens, etc e tal. Tudo meio morno no início, mas depois começam a aparecer as fantásticas imagens, efeitos surpreendes e, por incrível que pareça, uma boa história. Avatar foi uma grande surpresa. É uma lenda futurista, mas mostra muito da nossa realidade: a ambição do homem e a sua vaidade. Talvez seja um pouco de exagero da minha parte, mas enxerguei uma grande mensagem para a humanidade neste filme. Talvez resida aí o sucesso desta obra do diretor de Titanic (outro blockbuster!). O filme tem quase 3 horas de duração, mas nem senti o tempo passar. Embarquei na história e viajei no mundo dos sonhos...tudo em 3D. Imperdível.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Recesso

O titular deste "Acabou o Caviar?" está de recesso até o dia 31.
A partir de 01 de fevereiro teremos novas postagens falando de pessoas, diversão, arte e muito bate-papo.
Se você chegou agora aproveite para conhecer o Blog e ler os nossos posts mais recentes. Porém, se você já nos honra com sua visita, que tal reler os posts mais antigos? Rever nossas viagens? Mas esteja certo, contamos com você, querido leitor, no nosso retorno.
Se quiser falar conosco, mande um e-mail aqui.
Ficamos muito agradecidos pela compreensão.
Até breve
Abraços do,
Jorge Fortunato

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Louise Valentina

A temporada teatral carioca vai muito bem, obrigado. Na medida do possível vou acompanhando o que posso e a cada ida ao teatro, tenho uma surpresa. No último sábado fui ao SESC Copacabana para assistir Louise Valentina, espetáculo de Felipe Vidal, estrelado por Simone Spoladore. A peça é baseada em duas mulheres: uma de carne e osso e outra de papel. Explicando: a de carne e osso é a atriz americana Louise Brooks; a de papel é Valentina. Louise Brooks foi uma grande estrela dos filmes mudos da década de 20. Sua fama atravessou fronteiras e a levou à Alemanha, onde filmou "A Caixa de Pandora", imortalizando a personagem Lulu. Esta inspirou o quadrinista italiano, Guido Crepax, na criação de Valentina, heroína de histórias em quadrinhos. O espetáculo fala dessas duas mulheres de personalidades marcantes e muito sensuais.


Louise Brooks - musa do cinema dos anos 20.

Louise Brooks fez uma carreira curta no cinema americano, de 1925 a 1938. A sensualidade era a sua marca. Com uma história de vida cheia de altos e baixos, Louise conquistou o mundo e ganhou fama, mas assim como apareceu, desapareceu. Anos mais tarde tornou-se escritora, publicou artigos em diversas revistas sobre cinema e lançou, pouco antes de morrer, o best-seller "Lulu em Hollywood".

Com texto de Simone Spoladore e Felipe Vidal, "Louise Valentina" é um espetáculo visualmente interessante, com diversas projeções de imagens, vídeos, gravuras e desenhos. Uma mistura de linguagens que funciona muito bem. Os figurinos de Ronaldo Fraga são bonitos e práticos, vestindo muito bem as duas personagens e dando o toque de sensualidade correto, sem nenhuma vulgaridade. O cenário de Aurora dos Campos é correto e está muito adequado ao espaço da Sala Multiuso do SESC; assim como a luz de Tomás Ribas. A direção de Felipe Vidal mostra que houve muita sintonia entre diretor e atriz, pois Simone Spoladore está muito à vontade no papel, transmitindo toda graça, jovialidade e energia que a personagem exige. Além disso, devemos destacar os números de dança, muito bem executados por Simone Spoladore, mérito da direção de movimento de Marcelle Sampaio. Em determinado momento, Louise sai de cena e entra Valentina. Essa transição é marcada pela mudança de figurino, um jogo de luz e diversas projeções, num dos momentos mais sensuais do espetáculo. Valentina, a personagem de papel, ganha vida, sai dos quadrinhos e vem dialogar com Louise. A personagem transpira sensualidade e mais uma vez Simone Spoladore dá conta do recado. Todavia, acredito que poderia ser interessante se as falas de Valentina fossem projetadas, com aqueles balõezinhos que aparecem nos quadrinhos. Enfim, Valentina falando não compromete em nada o trabalho da atriz e da direção. Louise Valentina é um desses espetáculos despretensiosos e modernos que gostamos de assistir e que indicamos para os amigos.

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Anote:

Onde: Sala Multiuso do SESC Copacabana

Quando: Sex e Sab: 20hs / Dom: 19hs

Quanto: R$ 10

sábado, 16 de janeiro de 2010

Restos

Depois de uma bem sucedida temporada em São Paulo, Antonio Fagundes chega ao Rio de Janeiro para encenar "Restos", texto do norte-americano Neil LaBute, traduzido por Clarisse Abujamra. O convite para assistir ao espetáculo, na última quarta-feira, partiu da minha querida Cristina Brasil e não tive como recusar; pois como vocês sabem, amo Teatro e gosto de estar bem acompanhado. Além disso, esta seria a oportunidade de ver, pela primeira vez, um trabalho do Fagundes no palco.
Neil LaBute é roteirista, diretor de cinema e dramaturgo; suas obras são provocadoras e carregadas de polêmica. "Restos" é apenas uma de suas peças que fazem sucesso mundo afora e que marca a volta de Antonio Fagundes aos palcos cariocas.

A peça é um monólogo sobre um homem simples, pai devotado e comerciante de sucesso que vê seu cotidiano destruído com a perda da sua esposa. Durante o velório ele faz um balanço da vida, fala sobre o seu vício pelo cigarro, a paixão pela mulher e relembra os melhores momentos que passaram juntos e como a conquistou.
Olhando assim, poderíamos dizer que seria mais um texto banal, com uma história de um homem apaixonado, já idoso, etc e tal. Porém, Neil LaBute vai jogando com o espectador. As frases são provocativas e começa a ser montado um quebra-cabeças com algumas peças difíceis de serem encaixadas. O público se aproxima do personagem, sente carinho por ele e sofre com a sua dor, mas também ri com suas tiradas engraçadas. Aos poucos as peças mais difíceis vão se encaixando e quando o quebra-cabeças está quase pronto começa a aparecer um quadro difícil e complicado de entender; algo que vai além da compreensão humana e que só o amor pode explicar. Por razões óbvias, não cabe fazer qualquer comentário sobre o desfecho deste espetáculo. Cada espectador reagirá de uma forma. Uns irão compreender, outros detestarão e, possivelmente, alguns não acreditarão no que acabaram de ver e ouvir. Este é o grande mérito do texto de Neil LaBute: provocar uma discussão, trazer questionamento.
A montagem de "Restos" é muito bem cuidada. Do refinado cenário composto por painéis transparentes, algumas cadeiras e um carpete preto, passando pelo elegante figurino, a luz perfeita e uma trilha sonora adequada. Lamentavelmente, não tive acesso a ficha técnica, mas deixo registrado um aplauso pelo excelente trabalho aos envolvidos com cenário, figurino, iluminação e trilha sonora. A encenação é de Marcio Aurélio, prestigiado diretor paulista, que conduziu muito bem o espetáculo, com sua direção firme e segura. A atuação de Antonio Fagundes é primorosa. Um trabalho que revela o cuidado, o estudo e a entrega do ator ao personagem, cativando a plateia do início ao fim.
A chegada de "Restos", nesta temporada de verão, abrilhanta ainda mais o cenário teatral carioca e dá ao público a oportunidade de ver uma encenação caprichada e uma atuação comovente, digna dos nossos mais altos aplausos e bravos.
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Anote:
Onde:Teatro dos Quatro - Shopping da Gávea
Quando: Qui a Sab: 21hs / Dom: 20hs
Quanto: R$ 70 (Qui e Sex) - R$ 80 (Sab e Dom)
Chegue com pelo menos meia-hora de antecedência. O espetáculo começa rigorosamente no horário.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Um Salão Francês

Há algum tempo atrás, quando falava-se em moda, o que vinha à cabeça, em primeiro plano, eram as criações dos estilistas franceses e italianos. E isso durou muito tempo, até que os olhos do mundo conheceram os estilistas brasileiros. Neste século XXI e com o mundo cada vez mais globalizado, os diversos talentos dialogam com facilidade e surpreendem o público com a graça de suas criações.
Nos últimos anos, o trabalho de um grupo de mulheres que moram na maior favela da América do Sul, vem encantando o Brasil e o mundo. Trata-se da COOPA-ROCA - a Cooperativa de Trabalho Artesanal da Rocinha. Um pouco desse trabalho pode ser visto na exposição "Um Salão Francês" - uma colaboração XCLC* e COOPA-ROCA (* o estúdio de criação do Christian Lacroix).
A exposição, em cartaz no MAM, abriu para convidados na última terça-feira. Estive lá para conferir e saí feliz ao ver o talento das nossas artesãs, numa parceria inusitada e impactante.

A partir dos desenhos de Lacroix, "Um Salão Francês" apresenta espelhos, poltronas e outros objetos, produzidos em ferro e revestidos com fita de cetim de seda e crochê de shantung e ráfia. A produção das peças e a exposição tem direção de arte de TT Leal.

Uma viagem ao século XIX, em plena era de Napoleão III. Uma conexão entre o desenho de Christian Lacroix e o trabalho das nossas Artesãs da Rocinha.

Uma exposição imperdível que vai agradar, não só aos envolvidos com moda, mas ao público apreciador do belo.

Anote:

Até 28 de Fevereiro

Museu de Arte Moderna

Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo

De terça a sexta: 12h - 18h

Sábados, Domingos e Feriados: 12h - 19h

As fotos deste post foram gentilmente cedidas pela CPC Comunicação (www.cpccomunicacao.com.br)

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